OSB faz estreia mundial de obra de compositor carioca na Cidade das Artes

Ainda no programa, concerto para dois violinos de Bach e sinfonia de Brahms.
Apesar de toda a dificuldade financeira, a Orquestra Sinfônica Brasileira tem conseguido cumprir as datas reservadas para sua Temporada, mesmo com as séries canceladas. Os concertos sofreram alterações necessárias em seus programas, reduzindo custos com direitos autorais, ECAD, músicos extras e logística, já que são realizados na Cidade das Artes. No próximo dia 23 de outubro, domingo, a partir das 18h, acontece mais um espetáculo que vai nesse sentido. Com a regência de Lee Mills, a OSB estreia mundialmente a obra "À noite um homem sozinho procura se recordar", de Rodrigo Cicchelli. O compositor carioca compôs a obra para a OSB e a presenteou, além de ter aberto mão dos direitos trazendo para o público a première de mais um trabalho. Também no programa, o Concerto para Dois Violinos em ré menor, de Bach e a Sinfonia Nº 4 em mim menor, de Brahms.
A peça de Cicchelli tem como foco as cordas e faz parte de um ciclo de composições centrado nesse naipe, chamado pelo compositor de "Música noturna". "À noite, um homem sozinho procura se recordar" trata da memória e retrata um sujeito que busca lembrar coisas que ama em sua solidão noturna, mas que aparentemente estão esquecidas.

"Completei em julho cinquenta anos de idade. Quis refletir musicalmente a respeito dos exercícios da lembrança, da autoanálise e da introspecção, de forma a dar vazão a diversos sentimentos, muitas vezes contraditórios, e aos acertos e enganos, certezas e incertezas, avanços e recuos, excitações e desvãos de alguém que procura ao mesmo tempo retomar o fio da meada e olhar para frente com segurança e otimismo", conta o compositor.
Bach e Brahms
A spalla da OSB Anna Zelianodjevo e a violinista Priscila Rato solam uma das peças mais conhecidos de Bach para o instrumento: o Concerto para Dois Violinos em ré menor (BMW 1062). considerado como um dos melhores exemplos de uma composição do final do período Barroco, o concerto se caracteriza por um estilo leve, porém expressivo, com beleza transcendente às ambas linhas melódicas dos solistas. Uma se envolve com a outra como se configurassem um eco, dando a impressão ao ouvinte de estar diante a cantores e não, instrumentistas.

Após o intervalo, Lee Mills rege a Sinfonia Nº 4 em mi menor (OP. 98), de Brahms. A peça de 1885 representa um dos maiores momentos do compositor, sintetizando em certos momentos a relação entre composições antigas e modernas, construindo uma espécie de prosa musical livre dos tradicionais procedimentos da quadratura métrica. A Sinfonia nº 4 de Brahms é um repertório obrigatório para uma grande orquestra, e mostra toda a densidade e capacidade do corpo orquestral.

Ingressos:
Os valores custam entre R$ 10 (meia-entrada galeria) a R$ 100 (inteira para o setor de plateia) e o público pode adquirir os ingressos pelo site da Ingresso Rápido ou na própria bilheteria da Cidade das Artes.

Assinantes da Série Esmeralda ou aqueles que compraram ingressos avulsos para o concerto têm os bilhetes válidos para o espetáculo que acontece no domingo, 23. Quem optar pela devolução do dinheiro e fez a sua compra na bilheteria da Cidade das Artes ou pelo site da Ingresso Rápido, deve procurar estes locais para solicitar a respectiva devolução. No caso de Assinantes, a própria FOSB está fazendo o contato.

Veja o artigo original: http://www.osb.com.br/imprensa/noticias.aspx?chave=986

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